O TABACO E O ÁLCOOL SÃO OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO NO DESENVOLVIMENTO DO CANCRO ORAL
O
tabaco e o álcool são os principais fatores de risco no desenvolvimento do
cancro oral
A propósito do Dia
Mundial sem tabaco que se comemora a 31 de maio
Os
carcinomas da cavidade oral podem manifestar-se como uma mancha, de cor
variável, geralmente branca ou avermelhada, uma massa mais ou menos endurecida
ou uma úlcera que não cicatriza. A maior parte das lesões são indolores na sua
fase inicial, tornando- se progressivamente dolorosas. São exemplo de sinais e
sintomas:
úlceras persistentes, áreas endurecidas, áreas de crescimento tecidular, lesões
que não cicatrizam, mobilidade dentária, dor, parestesia (perdas de
sensibilidade), disfagia (dificuldade em deglutir), lesões brancas e vermelhas,
linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados).
O
cancro oral trata-se essencialmente com cirurgia e radioterapia, isoladas ou
combinadas. O fator chave para o tratamento é o diagnóstico precoce das lesões,
fator que melhora significativamente as taxas de sobrevivência à doença.
Apesar
dos avanços ocorridos nos últimos anos no diagnóstico e tratamento do cancro
oral este continua a ter uma taxa de mortalidade bastante elevada. Estima-se
que cerca de 6 em cada 10 doentes de cancro oral morram nos 5 anos após a data
do seu diagnóstico. O insucesso parece estar ligado ao facto de grande parte
dos casos não serem diagnosticados atempadamente.
A
prevenção do cancro oral passa por:
• adoção de um estilo de vida saudável;
• cessação do consumo de tabaco;
• diminuição do consumo de álcool;
• consumo regular de vegetais frescos e frutas como fator protetor;
• visitas regulares ao médico dentista que permitam que tais lesões sejam
diagnosticadas nas suas fases mais precoces.
Na
consulta de rastreio de cancro oral o médico dentista procede a um exame visual
de todas as estruturas orais (lábios, língua, gengivas, palato, bochechas,
pavimento da boca, etc.) bem como das estruturas anexas à cavidade oral (ex.:
glândulas salivares, pescoço). A palpação das estruturas orais e periorais é
também efetuada para detetar eventuais aumentos de volume e áreas endurecidas.
Podem ainda ser solicitados exames complementares de diagnóstico (ex.:
radiografias).
• O
cancro oral é o 6º cancro mais comum em todo o mundo;
• Os principais fatores de risco são o tabaco e o álcool;
• Surge de uma forma assintomática, persistindo uma lesão por um tempo
indeterminado, só se tornando dolorosa tardiamente;
• O índice de mortalidade do cancro oral é elevado;
• A chave para o seu tratamento é um diagnóstico atempado;
• O risco de desenvolver um cancro na cavidade oral diminui com os anos de
cessação tabágica. Após 15 anos da cessação, o risco aproxima-se dos valores de
um não fumador.
O seu médico dentista é o profissional de
saúde responsável pelo estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento das
anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas anexas.
Adaptação
da Revista online HEALTHNEWS, Dr. Ricardo Maia, médico dentista na Clínica
Santa Madalena, 27/3/2023
UCC Colina, maio de 2023